quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Suécia "revoltada" com Portugal por isentar pensionistas suecos de impostos

"Se se mudam para Portugal porque gostam de fado ou vinho verde ou porque adoram o clima, então devem poder fazê-lo. Mas se se mudam só para evitar o pagamento de impostos, então acho que devem olhar ao espelho e pensar sobre se querem mesmo tomar essa decisão", afirmou ministra sueca.
A ministra sueca das Finanças disse, em entrevista a um jornal sueco, que manifestou o seu desacordo a Mário Centeno em relação ao regime que isenta de tributação as reformas de pensionistas estrangeiros com residência em Portugal.

"Tive de ter uma conversa séria com o meu colega português sobre este assunto na última noite em que lhe descrevi a revolta que há na Suécia sobre como funciona" o regime criado em Portugal para atrair reformados estrangeiros com pensões elevadas, concedendo-lhes uma isenção da tributação destes rendimentos, afirmou Magdalena Andersson.
Para a ministra sueca, o que está em causa é uma situação em que "os suecos tiram as suas reformas [da Suécia], muitas vezes de grande quantia, completamente livres de impostos [quando vivem em Portugal]". Ler mais (Público – 24.02.2017)

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Justiça sul-africana declara inconstitucional retirada do país do TPI

O Supremo Tribunal de Pretória descreveu como "prematura" e "irracional" a forma como o Governo comunicou, em Outubro passado, ao Secretário-Geral das Nações Unidas, a sua intenção de abandonar o Tribunal Penal Internacional (TPI), e concluiu que o Executivo não tem competência para empreender esta acção sem o visto prévio do parlamento.
A justiça sul-africana, que se pronunciou em resposta a um recurso interposto pela Aliança Democrática, principal formação política da oposição, anula assim o processo, ainda que o Governo possa recorrer da sentença. De acordo com o acórdão, lido pelo juiz Phineas Mojapelo, o Governo tem atribuições para assinar acordos internacionais, mas necessita da aprovação do parlamento para se retirar deles.
"A decisão do Governo de comunicar ao Secretário-Geral da ONU a sua retirada do TPI sem ter obtido o aval do parlamento é inconstitucional e inválida", afirmou Mojapelo, citado pela agência France-Presse.
O Presidente sul-africano, Jacob Zuma, e o Governo "devem retirar a notificação logo que possível", acrescentou o juiz.

AI critica impunidade de membros das Forças de Segurança e da Renamo

Relatório denuncia esquadrões da morte, repressão de manifestações e incapacidade da polícia moçambicana em desvendar crimes
Forças de Defesa e Segurança (FDM) de Moçambique e homens armados da Renamo, na oposição, cometeram abusos de direitos humanos sem qualquer tipo de responsabilização, incluindo assassinatos, tortura e outros maus-tratos.
A denúncia é da Amnistia Internacional (AI) no seu relatório sobre direitos humanos em 2016 divulgado nesta terça-feira, 21, no qual relata a fuga de milhares de pessoas para o Malawi e diz que “críticos das violações de direitos humanos e da instabilidade política ou as chamadas dívidas ocultas enfrentam ataques e intimidação”.
As violações “incluem execuções extrajudiciais, tortura e outros maus-tratos, detenções arbitrárias e destruição de bens”, revela a AI, lembrando que continua “a haver impunidade para tais crimes”.

Incapacidade da polícia

O relatório enumera vários casos, cujos autores, na sua maioria atribuidos a membros das FDS, nunca foram levados à justiça.

Conflito militar e crise económica colocam em risco direitos fundamentais

As crises financeira e política contribuem grandemente para o incumprimento dos direitos fundamentais em Moçambique.
Esta tese foi defendida, pelo Provedor de Justiça, José Abudo, e pela Comissão Nacional de Direitos humanos, Custódio Duma.
"A maior parte da população vive nas zonas rurais, lá onde o conflito tem maior incidência, a população não pode trabalhar, não pode ir às suas machambas, não pode ir a escola, não pode ter acesso a hospitais, portanto é importante que se resolva a questão político-militar, além disso temos problemas do crime organizado e da ma administração pública", advertiu JoséAbudo.

Itália disponibiliza-se a apoiar Moçambique no processo de descentralização

A Itália manifestou, hoje, disponibilidade em ajudar Moçambique no processo de descentralização do poder. Falando após um encontro com o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, o embaixador italiano, Marco Conticelli, afirmou que a descentralização é o melhor caminho que Moçambique encontrou para restabelecer a paz.
“Neste momento, há uma delegação do parlamento moçambicano que está a efectuar uma visita à Itália para trocar experiências sobre o tema da descentralização. Isto também é um aspecto fundamental sobre o processo de paz e queremos confirmar nossa disponibilidade”, disse Conticelli.
Recorde-se que a Itália foi um dos intervenientes para o fim da guerra civil dos 16 anos, que culminou com o Acordo Geral de Paz, assinado em Roma em 1992.

Fonte: O País – 22.02.2017

TETE: 2 LÍDERES COMUNITÁRIOS ASSASSINADOS EM TSANGANO

Os malfeitores consumaram este acto macabro, com recurso a armas de fogo e instrumentos contundentes, concretamente varões, catanas e facas. 
Trata-se dos líderes comunitários de Chiandame e N’pulo, assassinados na calada da noite quando estes dormiam nas suas residências.
Em solidariedade com estes dois dirigentes comunitários, o primeiro secretário do partido Frelimo, em Tete, Fernando Bemane, visitou, esta terça-feira, uma das famílias enlutadas.
Na ocasião Bemane manifestou o seu desagrado em este comportamento desumano e apelou a família enlutada a ser vigilante e a denunciar indivíduos de conduta duvidosa que circulam pelas comunidades.
Bemane está em Tsangano a fazer o acompanhamento do trabalho político do seu partido e duramente dois dias, irá efectuar vários encontros políticos com as bases (RM Tete)

Fonte: Rádio Moçambique – 22.02.2017

GOVERNO APROVA INSTRUMENTO LEGAL PARA FACILITAR CIRCULAÇÃO DE EMPRESÁRIOS E TURISTAS NO PAÍS

O governo aprovou, esta terça-feira um instrumento legal que visa facilitar a circulação de empresários e turistas no país.
Segundo a porta-voz da quinta sessão do Conselho de Ministros, Ana Comuana, a alteração visa flexibilizar a atribuição de vistos para actividades de investimentos e facilitar a actividade de turistas estrangeiros que entram no território nacional, com recurso ao visto de fronteira.
“Com esta alteração, permite-se que, mesmo naquelas situações em que o cidadão poderá ter obtido o visto a partir do seu país de origem, porque temos lá representação através da embaixada ou consulado, por algum motivo ponderoso não tenha conseguido obter o visto, o possa fazer na fronteira. Por outro lado, o visto passa a ter validade para duas entradas; significa que através deste novo regime, estimulam-se as visitas ao nosso país, portanto, movimento de turistas para o nosso país e consequentemente se estimula também o investimento no sector do Turismo que deverá naturalmente dar resposta a este movimento” frisou Ana Comuana, porta-voz da quinta sessão do Conselho de Ministros. (RM

Fonte: Rádio Moçambique – 22.02.2017

Amnistia: Forças de segurança moçambicanas e Renamo cometeram abusos

As forças de segurança moçambicanas e o braço armado da Renamo, principal partido de oposição, cometeram abusos contra os direitos humanos, incluindo assassínios, durante o ano passado, acusa a Amnistia Internacional (AI) no seu relatório de 2016, divulgado hoje.
Segundo o relatório anual da AI, intitulado “O Estado dos Direitos Humanos no Mundo”, as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas, bem como membros e simpatizantes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) pautaram a sua conduta por práticas de tortura e maus-tratos contra populações civis.
“Confrontos violentos continuaram entre o partido no poder, Frelimo [Frente de Libertação de Moçambique) e o principal partido da oposição, Renamo, no centro de Moçambique”, assinala a organização de defesa dos direitos humanos.

terça-feira, fevereiro 21, 2017

Governo extinguiu Empresa de Transportes Públicos da Beira

O Governo extinguiu a Empresa Pública de Transportes da Beira, e vai repartir os meios pelos municípios da Beira e Dondo. Extinção da empresa pública foi decidida na secção do Conselho de Ministros, realizada hoje. Executivo diz que a medida enquadra-se na descentralização da gestão de serviços públicos.

Fonte: O País – 21.02.2017

Rufino Licuco deve pagar mais de 200 milhões de meticais à Josina a Machel

Rufino Licuco condenado à pena de três anos e quatro meses de prisão maior, mais seis meses de multa a taxa diária de 175 meticais. O tribunal condenou ainda o réu a pagar uma indemnização no valor de 200.579. 000 meticais, sendo que 200 milhões visam reparar danos não patrimoniais - dores, depressão, vergonha, e 579 mil meticais correspondem aos danos patrimoniais, nomeadamente os custos de viagens e tratamento em que a vítima incorreu.
Porém, o tribunal aplicou as medidas alternativas à pena de prisão e suspendeu, por um período de cinco anos, a pena de três anos e quatro meses, na condição de o réu pagar a indemnização dentro de 30 dias. A defesa do réu não concorda com a decisão e vai recorrer da mesma.

Fonte: O País – 21.02.2017

Falar de tseke é dizer aos moçambicanos desenrasquem-se porque não há solução, João Mosca

O Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) apresentou ao Conselho de Ministros, no início do mês, uma proposta de massificação da produção da planta alimentar “Amaranthus”. “Falar de tseke neste momento é dizer as pessoas que não há maneira de resolver o problema e desenrasquem-se como quiserem, com plantas naturais, porque não há solução. Mais, está a dizer coisas as pessoas que elas já sabem e não precisam que ninguém lhe diga isso, é uma indignidade total do Governo vir com esse discurso, porque não pensa no milho” disse ao @Verdade o professor João Mosca que recordou que a produção de milho produzido no País é insuficiente para a nossa dieta alimentar.
De acordo com o Governo esta planta, vulgarmente conhecida em Moçambique pelo nome de tseke, mboa, bonongwe, dhimbwe ou nheua, “tem potencial para melhorar a nutrição, aumentar a segurança alimentar, promover o desenvolvimento rural e apoiar o cuidado sustentável da terra. No campo nutricional as folhas de “amaranthus” apresentam um conteúdo elevado de proteína, ferro, cálcio, fenóis, antioxidantes e vitaminas (A e C) e superam as beterrabas e espinafre”.
Inclusivamente, e na sequência de estudos realizados pelo Instituto de Investigação Agrária de Moçambique, foram produzidas sementes para sua a comercialização.
Instado a comentar sobre esta ideia do Executivo de Filipe Nyusi, o director do Observatório do Meio Rural(OMR), João Mosca, questiona se “fazer investigação do tseke é prioridade deste País?”. Ler mais (@Verdade – 21.02.2017)

Vinte rapazes violados sexualmente por apenas três mulheres no Zimbabwe

Três mulheres do Zimbabwe foram presas sob suspeita de serem estupradoras. As duas irmãs, Sophie e Netsai Nhokwara, de 26 e 24 anos, mais a amiga Rosemary Chakwizira, de 24 anos, foram autuadas depois de seu carro ter sido envolvido em um acidente.
Os policiais encontraram 33 camisinhas contendo sêmen no interior do veículo.
Elas são acusadas de estuprar cerca de vinte rapazes, que elas teriam abordado pedindo informações na beira de estradas. Segundo relatos, as moças obrigam as vítimas a tomarem uma poção estimulante e os forçam a ter relações sexuais com elas, muitas vezes sob a mira de uma arma.
Além das mulheres, um homem também foi preso, ele seria o motorista das maníacas sexuais. Há suspeitas de que o sêmen retirado dos rapazes violentados seja destinado à rituais de magia, com intuito de “eliminar a má sorte ou revigorar a vida”.
O caso gerou revolta na população local e a polícia local está pedindo para que a vítimas se apresentem para realização de exames de DNA, que serão comparados ao material encontrado no carro.
“Estamos chocados com o que está acontecendo em nossa sociedade, com os homens sendo abusados sexualmente por mulheres. Parece que as mesas viraram”, disse um dos policiais ao Daily Mail

Fonte: Infomoz – 21.02.2017

segunda-feira, fevereiro 20, 2017

Trump justifica comentário sobre Suécia com o que viu na televisão Fox News

Jag tycker att du Carl Bildt har rätt i, jag tror med att Donald Trump knarkar ( Penso que tu Carl Bildt tens razão. Eu também creio que Donald Trum fuma suruma)

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, clarificou o comentário que fez em relação à Suécia, durante um discurso na Flórida, justificando o equívoco com algo que viu na televisão Fox News.
“A minha declaração sobre o que se está a passar na Suécia era uma referência a uma história emitida na Fox sobre imigrantes na Suécia", escreveu na rede social Twitter, sem mais explicações.

“Olhem para o se passa na Alemanha, olhem para o que se passou ontem à noite [sexta-feira] na Suécia. A Suécia, quem haveria de pensar? A Suécia. Eles acolheram muitos refugiados e agora têm problemas como nunca imaginaram que iriam ter”, afirmou Trump, num discurso feito sábado, na Florida, durante o qual justificou a sua política anti-imigração.

Comissão Política do MDM acerta passo para II Congresso

A Comissão Política do MDM, segundo maior partido político da oposição nacional, está desde ontem reunida na cidade de Nampula, na sua VIª sessão ordinária.
Até ao final de hoje, aquele órgão magno do partido vai passar em revista a situação político-económica e social do país, bem como deliberar sobre as matérias que vão ser levadas à apreciação e discussão no II Congresso do partido, agendado para 5 a 8 de Dezembro próximo, na cidade de Nampula.
Na sua chegada a Nampula (sábado), Daviz Simango foi recebido por uma grande comitiva constituída por simpatizantes e membros do partido, com quem percorreu um percurso considerável da cidade, entoando cânticos de triunfo.
O líder do “partido do galo” considera a sessão em curso importante, tendo em conta que este é um ano “especial para o partido”.
“Teremos como agenda o II Congresso, vamos avaliar a situação política do país e, naturalmente, vamos avaliar aquilo que é a matriz do partido”, disse Simango, em conferência de imprensa, apontando a digitalização e informatização como parte das preocupações que deverão ser afloradas.
De acordo com Simango, com o calendário das eleições autárquicas de 2018 à vista, a Comissão Política do MDM vai “definir as directrizes” daquilo que pretende oferecer ao país durante os próximos pleitos eleitorais.
Homenagem às vítimas do Dineo
À margem da reunião da Comissão Política, o MDM prestou homenagem às vítimas do ciclone Dineo e deixou algumas críticas sobre alguma imprudência relativamente às crianças em idade escolar. “Manifestamos a nossa solidariedade. Sabemos que há vítimas, não só em Inhambane, assim como em Massinga. a grande preocupação que eu tenho é que há crianças que saíam da escola e acabaram por ser colhidas por esse vendaval”, disse Simango, deixando críticas às autoridades. “Houve falta de cuidado em criar condições para que essas crianças não fossem à escola”, referiu.

Fonte: O País – 20.02.2017

sábado, fevereiro 18, 2017

Sobre o apoio supostamente de Atanásio Marcos na Cidade da Beira

Infelizmente não vi a reportagem, mas estou seguindo vários posts e comentários aqui no facebook e estou a concluir que há muita coisa oculta nessa suposta solidariedade. Até aqui muitos não sabem se é apoio da TVM ou é do próprio individual. Lendo entrelinhas os comentários que o Atanásio Marcos faz no post da Linette Olofsson fica-se a saber que é uma oferta da TVM, mas que o próprio Atanásio personaliza. Aqui está um dos seus comentários:
“... eu sou Beirense e voltei para casa deixa-me apoiar os meus irmãos. Aonde está o mal?faça o mesmo aí no teu bairro. Sim antes não tinha como fazer,e agora estou em condições de fazer no âmbito da responsabilidade social da instituição que represento. Alguma dúvida?” (Atanásio Marcos in Linette Olofsson)

Dado isto podemos levantar aslgumas questões como: Sendo assim, quem vem separar as águas? Porquê tanto a TVM como o Atanásio Marcos nos deixam confusos? Será o uso de meios públicos para fins obscuros?

sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Nom comment, but???

The cease fire continues to hold, and Renamo has resumed political activity in the central provinces of Sofala and Manica, with formal visits by Renamo delegations, including Renamo parliamentarians, to the provincial governors, Helena Taipo and Alberto Mondlane. Because of fears of a government hit squad, Renamo offices were closed and some officials hid in the bush. Several senior figures in the Sofala provincial structures returned to Beira and were presented at a public meeting there on 11 Feb. Renamo MP Manuel Pereira told the rally “We have talked with the Sofala governor and with the provincial police commander, and we have received guarantees that we can work without problems”. (AIM En 13, 10, 8, 7 Feb)


Source: MOZAMBIQUE
 359-60 News reports & clippings 14 February 2017

Há aldeias no país com mais telemóveis que latrinas, diz investigadora

A administradora do Voluntariado Internacional para o Desenvolvimento Africano (VIDA), Patrícia Maridalho, disse hoje que num inquérito a 59 famílias numa aldeia de Moçambique havia "110 telemóveis e 17 latrinas, o que mostra o muito que há por fazer".

O exemplo sobre as grandes assimetrias de desenvolvimento em África foi dado no final de uma conferência sobre 'Que caminhos para o Desenvolvimento Africano', que decorreu hoje na faculdade de Economia da Universidade Nova, em Lisboa.
O investimento na Educação e na formação dos líderes africanos foi um dos pontos que uniu os oradores, que consideraram que mais do que querer 'ajudar à força', importante é ouvir os africanos e saber o que eles precisam.
Outro dos exemplos dados sobre a vida real num continente onde "um em cada dois africanos vive na pobreza extrema, não consegue o mínimo de rendimento, não tem acesso a saúde e educação, e depois não tem acesso a emprego" foi dado por Paula Barros.
Esta directora do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua exemplificou que "muitas raparigas saem da escola não só porque têm de ajudar as famílias na agricultura e tratar dos irmãos mais novos, mas também porque as escolas não têm casas de banho nem há pensos higiénicos, e ao não os terem durante o período, não podem ir à escola, e por isso desistem de ir à escola, o que agrava a grande desigualdade entre rapazes e raparigas".
A forte utilização que os africanos fazem das novas tecnologias tem sido um dos temas tratados em várias conferências e artigos académicos, que salientam que este 'salto tecnológico' em que, por exemplo, há muitos telemóveis mas poucas linhas terrestres, fica bem expresso na forte utilização dos serviços móveis bancários e nas redes sociais no continente.
Fonte: LUSA – 17.02.2017

Países lusófonos em queda no Índice de Liberdade Económica à excepção da Guiné-Bissau

Todos os países de língua portuguesa pioraram no Índice de Liberdade Económica 2017, à exceção da Guiné-Bissau que subiu 26 posições, para o 119.º lugar do ‘ranking’ entre cerca de 180 economias analisadas.

O ‘ranking’ deste ano estabelece a seguinte hierarquia no universo lusófono: Cabo Verde (116.º), Guiné-Bissau (119.º), São Tomé e Príncipe (124.º), Brasil (140.º), Moçambique (158.º), Angola (165.º) e Timor-Leste (173.º).

Portugal caiu 13 posições para o 77.º lugar.

Macau conquistou a melhor colocação entre os territórios lusófonos – o português é uma das línguas oficiais, a par do chinês –, posicionando-se em 32.º, uma melhoria em relação ao 37.º lugar registado em 2016. Macau tem uma avaliação de 70,7 no grau de liberdade económica, a qual supera a pontuação média mundial, que é de 60,9 pontos.

O Índice de Liberdade Económica distribui os países por cinco secções: "livres" (80 a 100 pontos), "quase livres" (70 a 79,9), "moderadamente livres" (60 a 69,9), "maioritariamente não livres" (50 a 59,9) e "reprimidos" (40 a 49,9).

A maior parte dos países lusófonos está classificada como “maioritariamente não livre” – Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Brasil – enquanto Angola e Timor-Leste surgem listados como “reprimidos”.

Apesar da subida no 'ranking' da Guiné-Bissau, que passou da 145.ª (2016) para a 119.ª posição, o Índice de Liberdade Económica 2017 refere que as “limitadas tentativas de reforma estrutural geraram um progresso desequilibrado no desenvolvimento económico” do país, e que o dinamismo do setor privado continua constrangido...

... Em Moçambique, o relatório destaca que foram empreendidas "reformas para incentivar o desenvolvimento, embora o progresso tenha sido muito gradual", e que o "envolvimento do setor privado na economia é substancial, mas que a privatização das empresas estatais abrandou". Ler mais (Lusa – 17.02.2017)

Os bebés chorões

Canal de Opinião por Adelino Timóteo

Temos duas aristocracias: uma super-poderosa, outra detentora de mais elementa­res poderes, A primeira dispõe de amplos poderes, É uma aristocra­cia de esquerda, que por vezes se confunde com uma multinacional, pela complexidade da sua origem entre a oligarquia e um partido do­minante, mas é muito mais do que isso, A outra é de direita, A nossa aristocracia dominante é quem de­termina a marca "Made in Mozambique". A todos os níveis de vida: social, económica, cultural e política. E a mesma aristocracia que decide que tipo de embalagem se deve produzir e que tipo de rótulo é adequado, para consumo interno e externo, Decide que consciências compram, que consciências devem ser apagadas dos ficheiros, que consciências devem ser silenciadas,
A nossa aristocracia criou diferen­tes tipos de classes sociais, Há os acomodados sempre, os acomoda­dos incertos, os expurgados eternos e os repescados, Os filhos da nossa aristocracia são os meninos de seda.
Os acomodados sempre são aqueles que, embora não tenham lutado, fizeram algo para merecer honra­rias, pois ajudaram a consolidar a poder da aristocracia com o seu saber, pois estudaram na Europa do Leste, em Cuba ou no Ocidente, Os acomodados incertos são aqueles que, embora tenham feito algo pela super-poderosa aristocracia, ainda não provaram serem suficientemen­te leais para merecerem a confian­ça total da mesma aristocracia, por isso comportam-se como indivíduos da ralé, incluso por meio de insul­tos, estigmas e teorias exclusivistas, para demonstrarem lealdade aos donos da multinacional e levá-los a abrirem os cordoes às bolsas.

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

Munícipes zangados com adiamento do Carnaval em Quelimane

Jovens representantes dos grupos foliões amotinaram-se, ontem, em frente ao Conselho Municipal de Quelimane para reivindicar o adiamanto do carnaval. O desfile de carnaval iria decorrer de 17 a 26 deste mês, mas foi adiado devido ao luto de três dias decretado em homenagem às vítimas do naufrágio ocorrido no rio Chipaca a 12 de Fevereiro.   
Os descontentes afirmam que o adiamento do carnaval os prejudica pelo facto de terem gasto muito dinheiro nos preparativos para a celebração.
“Nós contraímos muitas dívidas no bairro, confiávamos no valor que seria cedido pelo município, com este adiamento não sabemos como iremos fazer para arcar com as dívidas. Estamos a ficar com uma reputação no bairro”, disse José Pedro, representante do grupo Novos Talentos.

Morreu homem queimado com óleo de cozinha pela esposa

Homem queimado com óleo de cozinha e petróleo, supostamente pela esposa, perdeu a vida na manhã de hoje no Hospital Central de Maputo. A Vítima deu entrada na unidade sanitária, nos serviços de cirurgia, com lesões graves em grande parte do corpo.
O crime teria acontecido minutos depois de uma discussão entre o casal. Segundo relato dos vizinhos, a vítima foi encontrada no quarto do filho depois de ter pedido por socorro.
A acusada de cometer o crime foi presa e encontra-se detida. A atitude da mulher é um crime de violência doméstica associada à tentativa de homicídio.

Fonte: O País – 16.02.2017

RDC: EXIGUIDADE DE FUNDOS INVIABILIZA ELEICOES PRESIDENCIAIS

O governo da República Democratca do Congo (RDC) anunciou, quarta-feira, que não vai poder convocar, ainda este ano, as eleições presidenciais, devido a exiguidade de fundos.
O Ministro congolês do Orçamento, Pierre Kangundia, disse que o custo pela organização da votação ascende a 1,8 mil milhão de dólares, valor que está aquem das disponibilidades financeiras do país.
O governo congolês e a oposição chegaram, o ano passado, a um acordo sobre a realização de novas eleições, em finais deste ano.
O mandato do Presidente do RDC, Joseph Kabila, terminou em Novembro de 2016. Os seus oponentes acusaram-no de deliberadamente protelar a votação para ainda se manter no poder.
O plano para a convocação das presidenciais antes de finais de 2017 reduziu a onda de tensão entre o governo e a oposição, no país.
A Comissão Eleitoral anunciou em Novembro de 2016 que precisava de pelo menos até Julho deste ano registar mais de 30 milhões de eleitores.
Entretanto, a morte do líder oposicionista, Etienne Tshisekedi, ocorrida ainda este mês, preocupa o futuro político do país.
A RDC nunca efectuou uma transferência pacífica da liderança, desde a independência, em mais de 55 anos. Kabila lidera o país desde 2001, após o assassinato do seu pai, Laurent Kabila. Ganhou duas eleições e a constituição interdita-o a concorrer para um terceiro mandato.

Fonte: AIM – 16.02.2017