terça-feira, Outubro 21, 2014

Pemba não realizou o apuramento distrital

A Renamo e o MDM emitiram protestos formais contra a comissão de eleições da cidade de Pemba por esta não ter realizado o apuramento distrital. Em documentos separados, eles afirmam que o STAE da cidade da Pemba entregou os editais das assembleias de voto ao STAE provincial de Cabo Delgado antes da realização do apuramento distrital. Cópias das notas de entrada tenham sido fornecidos. 

Fonte: Boletim sobre o processo político em Moçambique Número EN 67-68 - 21 de Outobro de 2014

97% de participação em Massengena

A saúde e a assiduidade do povo de Massangena, Gaza é notável - 97% dos eleitores recenseados foram às urnas nesta quarta-feira, e desses 98% votaram a favor do candidato da Frelimo, Filipe Nyusi. Do nosso ponto de vista esta situação, tem menos a ver com lealdade, e mais o com enchimento de urnas.
O distrito de Chicualacuala, em Gaza, os dados mostraram também sinais de boa saúde, com uma participação de 89%. Mas estes foram menos fiéis, ou seja, contrariamente a Massangena, aqui apenas 96% votaram em Nyusi.

Fonte: Boletim sobre o processo político em Moçambique Número EN 67-68 - 21 de Outobro de 2014

Reflectindo: Yavanya ahona (quem desmentiam já viu) Assim é a Frelimo. Os simpatizantes da Frelimo não morrem nem adoecem?

Funcionários do STAE denunciaram aos observadores sobre mudanças de resultados

Os funcionários do STAE em dois distritos do Niassa denunciaram aos observadores que viram ações impróprias visando alterar os resultados. Eles disseram na quinta-feira à noite 16 de outubro, na cidade de Lichinga, que um grupo de pessoas entrou no local onde decorreu o apuramento distrital e substituiu os editais apresentados pelas assembleias de voto por outros. E em Chimbunila, afirmaram que dirigentes do STAE dirigiram-se ao local onde decorreu o apuramento distrital e tentaram alterar os números que tinham sido apresentados pelas assembleias de voto.

Fonte: Boletim sobre o processo político em Moçambique Número EN 67-68 - 21 de Outobro de 2014

UE preocupada com atrasos e confusão no apuramento distrital

A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia "manifesta a sua preocupação com os atrasos do apuramento dos resultados a nível distrital e provincial em algumas províncias, e considera que estes incidentes durante o processo de apuramento, aliados à ausência de uma explicação oficial pública sobre estas dificuldades, deteriora o que tinha sido um início ordeiro da jornada eleitoral", através de um comunicado de imprensa divulgado esta noite (terça-feira). 

Os apuramentos provinciais deveriam terminar ontem e as distritais no último sábado, e estes prazos não estão a ser cumpridos. Os observadores da UE falam da "falta de organização e conhecimento dos procedimentos de apuramento, tratamento incorrecto das actas e material de votação e métodos de apuramento demorados". 

A Missão também "lamenta os obstáculos colocados aos observadores da UE no acesso à informação sobre o apuramento provincial em Cabo Delgado e na Zambézia, sendo que, segundo a lei, todo o processo eleitoral deve pautar pela transparência e integridade."

Fonte: Boletim sobre o processo político em Moçambique Número EN 67-68 - 21 de Outobro de 2014

STV MDMNampula21 10 2014

Estados Unidos Registam Preocupações, Encorajam Contagem de Votos Rigorosa

Os Estados Unidos congratulam o povo de Moçambique pela sua participação nas eleições nacionais presidenciais, legislativas e para as assembleias provinciais de 15 de Outubro.  Aplaudimos o papel activo dos partidos políticos de Moçambique, sua sociedade civil e cidadãos que ajudaram a moldar uma discussão activa sobre o futuro do país.

Porém, observadores da sociedade civil moçambicana, dos partidos políticos, da Embaixada dos E.U.A. e outras entidades internacionais citaram preocupações importantes relativas a um acesso desigual à imprensa, abuso de recursos do Estado, materiais e registos de eleitores em falta ou deficientes, e abertura tardia das mesas de voto.

Eleições: UE preocupada com atrasos no apuramento dos resultados

A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia manifestou esta terça-feira, dia 21 de Outubro, preocupação com atrasos no apuramento das eleições gerais em Moçambique, que, aliados à ausência de explicações, "deterioram o que tinha sido um início ordeiro da jornada eleitoral".

"Os prazos legais para o anúncio dos resultados distritais e provinciais, respetivamente dois e cinco dias após a jornada eleitoral, não foram, na sua maioria, cumpridos", afirma um comunicado divulgado esta terça-feira pela missão de observadores da União Europeia, referindo que, "em muitos casos, o apuramento a nível provincial começou sem que estivesse terminado o apuramento a nível dos distritos".

Detida chefe das operações da Comissão de Eleições da Beira

O CanalMoz avança que Sónia Horácio Dzimba, chefe de operação da Comissão Eleitoral da Cidade (CEC) e membro do partido Frelimo, encontra-se detida na cidade da Beira. De acordo com a fonte, Dzimba terá sido flagrada a tentar trocar os editais verdadeiros por viciados.

A informação terá sido avançada ao CanalMoz por fontes da CEC, na capital da província de Sofala, esta terça-feira, dia 21 de Outubro. A chefe das operações da CEC terá sido apanhada ontem, dia 20 de Outubro, a trocar editais de votação contabilizados pelo STAE ao nível do distrito da Beira por outros alegadamente viciados pela própria.

VITÓRIA CONFORTAVEL DA FRELIMO NAS CIDADES DO SUL DO PAÍS

O Partido Frelimo, no poder em Moçambique, e seu candidato presidencial, Filipe Nyusi, venceram de forma confortável o pleito de 15 de Outubro nas capitais províncias do sul de Moçambique.

Os resultados nas capitais de Maputo, Gaza e Inhambane, nomeadamente Matola, Xai- Xai e Inhambane, anunciados oficialmente pelos respectivos órgãos eleitorais, são os seguintes:

segunda-feira, Outubro 20, 2014

Contagem paralela confirma vitória de Nyusi

A versão mais recente da contagem paralela (PVT, parallel vote tabulation em Inglês) do Observatório Eleitoral, prevê os seguintes resultados:

Presidente
Nyusi 58%
Dhlakama 35%
Simango 8%

Assembleia da República
Frelimo 57%
Renamo 32%
MDM 10%
Outros 2%

Assentos na Assembleia da República

Tomando em consideração que nenhum dos pequenos partidos vai ganhar assentos e que é provável que a Frelimo ganhe os dois assentos no exterior, temos à seguinte estimativa na distribuição dos assentos:

Frelimo 143
Renamo 82
MDM 25

Essas projeções são baseadas em 84% das assembleias de voto que constam da amostra do PVT, o suficiente para dar uma projeção relativamente precisa. A margem de erro é de 2%.


Dhlakama com mais votos que a Renamo

Os candidatos presidenciais dos dois principais partidos tiveram melhores resultados do que os seus partidos nas legislativas, por seu turno, Daviz Simango teve menos votos do que o MDM. Os votos na Renamo registram uma queda de 3% e na Frelimo uma queda em 1%, e esses votos foram divididos entre o MDM e os pequenos partidos.

Este padrão está repercutido nas diferentes províncias, com duas excepções. Sofala é a única província onde Dhlakama obteve a maioria, mas um sétimo dos que votaram para Dhlakama parecem ter votado para o MDM no parlamento. Na cidade de Maputo, um sétimo dos que votaram em Nyusi mudaram os seus votos para a Renamo ou MDM nas legislativas.

A projeção avança que Dhlakama alcançou entre 40% e 50% em cinco províncias - Nampula e Zambézia, onde ficou em primeiro lugar, em Manica e Tete, onde ficou em segundo lugar, atrás de Nyusi, e na província de Niassa, onde a diferença entre Dhlakama e Nyusi será muito pequena.


Fonte: Boletim sobre o processo político em Moçambique Número EN 66 - 20 de Outubro de 2014

Em Dondo Partidos da oposição unem-se e recusam assinar as actas do apuramento distrital

Em Dondo, representantes da Renamo e do MDM, uniram-se para não reconhecer os dados do apuramento distrital, divulgados, este sábado (18). Estes dois representantes, decidiram não aceitar os resultados de apuramento distrital que dão vitória a Frelimo e o seu candidato, alegadamente porque estes encontrava-se viciados, aliado a fraude eleitoral, que consistiu no enchimento das urnas por parte dos MMVs em conivência com s presidentes das mesas de voto.

Ainda sobre a recusa na disponibilização e afixação dos editais do apuramento distrital Zambézia

Zambézia

No distrito de Ile, um oficial do STAE foi flagrado a introduzir dados incorrectos. A contagem foi interrompida e reiniciada no Domingo.

No distrito de Mopeia, apesar do apuramento distrital ter terminado no sábado (18), até esta segunda-feira (19), os editais ainda não tinham sido disponibilizados e nem afixados, apenas foram divulgados numa conferência. Contactado o presidente da CDE, Miguel Sandromo, pelos nossos correspondentes, disse que não podia fornecer os editais porque não tinha autorização dos seus superiores para tal.

Filha de Samora Machel diz que responsáveis pela morte do pai continuam vivos

Uma filha de Samora Machel disse no domingo, numa cerimónia de homenagem ao primeiro Presidente moçambicano, que os responsáveis pela morte do pai, há 28 anos, estão vivos e que a família tenciona descobri-los.

"Creio que as pessoas que fizeram isso estão vivas", disse Olívia Machel, citada hoje pelo diário O País, acrescentando que "a divulgação dos resultados das investigações poderá desestabilizar Moçambique e os países vizinhos" e que a família apelou insistentemente ao executivo moçambicano e de outros países "para descobrir este mistério".

Algumas CDEs não estão a disponibilizar e nem afixar´os editais de apuramento distrital ou de cidade

Contrariamente ao previsto nas leis eleitorais, algumas comissões distritais de eleições (CDEs) para além de não estarem a cumprir com o prazo estabelecido de 3 dias para o apuramento a este nível, os respectivos presidentes, não estão a disponibilizar os editais de apuramento distrital e muito menos mandar afixa-los, conforme relatam os nossos correspondentes. De acordo com artigo 106, da Lei 12/2014 de 23 de Abril,“ os mandatários de candidatura, observadores e jornalistas são entregues pela comissão distrital ou de cidade cópias dos editais originais de apuramento distrital ou de cidade devidamente assinadas e carimbadas”. O artigo 107, da mesma Lei, “refere que os resultados do apuramento distrital ou de cidade são anunciados, em acto solene e publico, pelo respectivo presidente da comissão de eleições distrital ou de cidade respectiva, no prazo máximo de três dias, contados a partir do dia do enceramento da votação, mediante divulgação pelos órgãos de comunicação social, e são afixados em cópias do edital original à porta do edifício onde funciona a comissão de eleições distrital ou de cidade, do edifício do governo do distrito e do município”.


Fonte: Boletim sobre o processo político em Moçambique Número EN 65 - 19 de Outubro de 2014

domingo, Outubro 19, 2014

Dhlakama assegura a diplomatas que permanecerá em Maputo

 Afonso Dhlakama, assegurou a um conjunto de diplomatas acreditados em Maputo que não recorrerá à violência e tenciona permanecer na capital para dialogar com o Governo cenários pós-eleitorais, admitindo um executivo de unidade nacional.

O presidente da Renamo manteve um encontro na sexta-feira com diplomatas da União Europeia, Noruega, Suíça e Canadá, durante a qual afirmou que não pode aceitar resultados de uma votação que considerou "uma fantochada", desconhecendo se vai impugnar as eleições gerais de quarta-feira, porque desconfia de um "sistema todo armadilhado", disseram à Lusa fontes que acompanharam a reunião.

EISA e Carter pedem a publicação de resultados detalhados

Em suas declarações preliminares. O EISA e o Centro Carter afirmam que a CNE deve publicar os resultados eleitorais por assembleia de voto para aumentar a transparência. Os resultados detalhados das eleições 2009 nunca foram publicados, apesar da CNE possuir um CD-ROM com estes dados.

"Na sua avaliação do contexto e da conduta das eleições de 15 de Outubro de 2014, a Missão de Observação do EISA chegou à conclusão de que as eleições em Moçambique foram, em geral, pacíficas e em conformidade com as leis de Moçambique e os padrões internacionais, continentais e regionais. A Missão elogia particularmente o profissionalismo da CNE na gestão do processo eleitoral."

O Centro Carter observou também o problema da falta de MMVs e delegados nomeados pelos partidos em algumas assembleias de voto, originada pela não emissão de credências e da incapacidade dos partidos da oposição para encontrar pessoas suficientes. Carter Centre estima que pelo menos 1000 delegados dos partidos não foram credenciados. Das 434 assembleias do voto observadas durante o processo de votação, em 20% registaram a falta de membros das mesas de voto (MMVs), normalmente um ou mais dos indicados pelos partidos políticos. Durante o processo de votação, os observadores do Centro Carter e EISA observaram que os delegados do partido Frelimo estavam presentes em 98% das mesas de voto observadas, a Renamo em 61%, e MDM em 63%. Em 18% a Frelimo era o único partido político representado. Algumas assembleias observadas tinham mais de um delegado do mesmo partido presente, e na maioria dos casos, eram da Frelimo, numa clara violação das regras da CNE que dizem que um partido só pode ter um delegado. (Os três principais partidos têm o direito a ter duas pessoas na assembleia de voto, um MMV e um delegado).


Fonte: Boletim sobre o processo político em Moçambique – 19.10.2014

– AFONSO DHLAKAMA PROMETE CONTESTAR ELEIÇÕES

O candidato da Renamo, Afonso Dhlakama, às V eleições presidenciais havidas quarta-feira em Moçambique disse Sábado que o seu partido está a efectuar uma contagem paralela da votação e vai usar os meios legais para contestar o processo que na sua óptica foi marcado por várias irregularidades.


Dhlakama, que falava em Maputo, num encontro com jornalistas disse que não pretendia acusar a ninguém, mas os episódios ocorridos em locais como cidade da Beira (Sofala), Tsangano (Tete), Ilha de Moçambique, Angoche, Nacala (Nampula) retiram a credibilidade do processo. Alguns destes casos são imputados a própria Renamo.

sábado, Outubro 18, 2014

Dhlakama quer negociar e não rejeita as eleições

Afonso Dhlakama disse que quer negociar com o governo sobre a forma como decorreu o processo eleitoral. Falando em conferência de imprensa, realizada na tarde de hoje (sábado) em Maputo, respondendo as questões colocadas pelos jornalistas, recusou de forma repetida confirmar as declarações do seu porta-voz  António Muchanga na passada quinta-feira que afirmou que a Renamo não aceitava os resultados das eleições. Ao invés disso, ele afirmou que "este assunto não pode ser tratado tecnicamente. Devemos negociar um resultado."

Fraudes institucionadas

decorreu o processo de votação no distrito da Catembe, cidade de Maputo, na passada quarta-feira (15 de Outubro). Os presidentes das mesas ilustrados nas fotografias são membros do partido do batuque e da maçaroca e durante a campanha eram chefes e delegados das caravanas. Logo, a transparência que se pretendia neste processo é posta em causa. Ler mais

STV Dhlakama18 10 2014

Que fazemos para elevermos o nível ético!

Sei que não somos da tradição de Harakiri. Essas são coisas de Japão. Se fossemos dessa tradição o nosso sistema jurídico mesmo sob direccão de membros da Frelimo sancionaria os crimes eleitorais sem olhar pela cor partidária de quem os cometeu. 

Sei que no cômputo total a fasquia do nosso nível ético é baixo, razão pela qual se pratica todo o tipo de fraude sem remorso. Pratica-se fraude eleitoral, fraude fiscal qualificada sem remorso e concidadãos que não dão para imaginar são indiferentes. Pratica-se fraude académica em que testes são violados nas direcções provinciais, nas direccões distritais, nas direcções das escolas. Muitas vezes vemos concidadãos que aparentemente são de boa educacão, mas não se indignam por esta prática.  Assiste-se tudo aquilo que em sociedade SÃ é repugnante mas que não indigna a concidadãos que nem se podem imaginar.  Mas são assim todos os moçambicanos? Não. Os bons não sabem de como podemos elevar a fasquia da nossa ética? A minha questão pende-se no facto de por exemplo:

sexta-feira, Outubro 17, 2014

CIP e LDH pedem anulação de assembleias de votos por atraso na abertura

O director do Centro de Integridade Pública (CIP) Adriano Nuvunga e a presidente da Liga de Direitos Humanos (LDH) Maria Alice Mabota escreveram uma carta aberta ao presidente da Comissão Nacional de Eleições(CNE) na qual pediram a intervenção daquele orgão para resolver problemas registados em duas assembleias de voto na Beira.

Ora, até às 12 horas de dia 15 de Outubro, seis mesas de votos localizadas na cidade da Beira, província de Sofala, na Escola Primária Completa de Massange, não tinham sido abertas para os os cidadãos inscritos pudessem votar.

MDM diz que eleições foram marcadas por “práticas de fraudes”

O MDM considerou hoje que as eleições gerais de quarta-feira foram marcadas por "práticas de fraudes", reivindicando que os resultados preliminares colocam o movimento como "o que mais cresceu" no escrutínio.

"Nenhum cidadão consciente no mundo poderá afirmar que as eleições moçambicanas foram livres e justas ou ignorar os inúmeros relatos de irregularidades e práticas de fraudes relatados de norte a sul do nosso país", afirmou, em conferência de imprensa realizada na cidade da Beira, centro do país, o presidente do MDM e candidato presidencial, Daviz Simango.

Jovem foi morto pela policia na Ilha de Moçambique

Uma enorme confusão gerou-se nesta quarta feira (15), na EPC de Jembesse, enquanto decorria o processo de votação. Os tumultos foram protagonizados por indivíduos supostamente pertencentes a Renamo. Consta que estes indivíduos, tendo suspeitado da existência no local de boletins de votos pré-preenchidos à favor da Frelimo, bloquearam a entrada da escola e acenderam fogo, não impedindo a entrada e saída da escola. 

Neste momento, o Administrador distrital, o comandante distrital da PRM e a Presidente do Conselho Municipal, encontravam-se nesta escola, tendo ficado bloqueados, e só viriam a sair com a intervenção da FIR, que teve de vir de Nampula. A Confusão saldou-se na morte de um jovem de 15 anos, que foi atingido pelos disparos da PRM, tendo morrido no local devido a falta de socorro imediato. Esta informação foi confirmada pelos nossos correspondestes que estiveram no local e já havia sido reportada pelo presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, Custodio Duma.

Fonte: Boletim sobre o processo político em Moçambique Número EN 62 - 17 de Outubro de 2014

Entre a prosperidade macroeconómica e o agudizar da pobreza

O próximo Presidente da República vai herdar uma das 10 economias que mais crescem a nível mundial, mas também herda desafios relacionados com o baixo Índice de Desenvolvimento Humano, desemprego, alta dependência externa, défice de infra-estruturas e outras fragilidades. O trabalho é, agora, transformar o crescimento do PIB em benefícios para todos os cidadãos.
Moçambique vive um contexto socioeconómico adverso, em que há dois grupos de factores que determinam o percurso actual e as perspectivas de médio/longo prazo: os bons indicadores são muitos, mas as dificuldades mostram-se ainda maiores, a avaliar pelo muito fraco Índice de Desenvolvimento Humano.

quinta-feira, Outubro 16, 2014

Eleicões: Outras projecções

O Observatório Eleitoral (OE) divulgou esta tarde dados das suas projecções, baseados em amostras estatisticamente precisas. Até ao momento, foram contabilizados os resultados de 67% das assembleias de voto, com uma margem de erro de 3%. Abaixo seguem os resultados apresentamos pelo OE:

Participação eleitoral: 51,5%
Presidencial:
Filipe Nyusi 60,5%
Afonso Dhlakama 32,0%
Daviz Simango 7,5%
Assembleia da República:
Frelimo 58,0%
Renamo 29,5%
MDM 10,4%
Outros 2,0%

ELEICOES 2014/DHLAKAMA NA DIANTEIRA EM NAMPULA E ZAMBÉZIA

O candidato da Renamo à Presidência da República, Afonso Dhlakama, regista uma ligeira vantagem na contagem preliminar de votos referentes às 5/a eleições gerais e as 2/a às assembleias nas províncias da Zambézia e Nampula, centro e norte de Moçambique havidas quarta-feira no país.

A província da Zambézia processou, até então, 515 Mesas das Assembleias de Voto (MAVs), correspondentes a 17.61 por cento de um total de 2.925 MAVs. No total de votos processados o candidato da Renamo, Afonso Dhlakama, amealhou 61.426 votos (46.91 por cento).

Renamo reivindica vitória e não reconhece resultados

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) reivindicou esta quinta-feira, dia 16 de Outubro, vitória nas eleições gerais de 15 de Outubro em Moçambique e disse que não reconhece os resultados eleitorais, anunciou o porta-voz do partido.
Em conferência de imprensa na sede nacional do partido, em Maputo, António Muchanga denunciou aquilo que considera ser várias irregularidades que interferiram no processo eleitoral.
A conferência de imprensa realizou-se depois de terem sido divulgados os primeiros resultados das eleições gerais moçambicanas, que colocam o candidato presidencial da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), Filipe Nyusi, na liderança da contagem, com 60,69%, quando estavam apuradas apenas 8,55% das mesas de voto.

Fonte: LUSA – 16.10.2014

Encerramento das urnas

Os correspondentes do CIP relatam que, no final da votação, ainda havia algumas assembleias de voto com um número significativo de pessoas ainda por votar, e, apenas algumas encerraram às 18h30 ou 18h45.
Um número de assembleias de voto, inclusive em Moma, Nampula, e Mecula, Niassa, tinha longas filas e teve que permanecer aberto por mais tempo.

Observatório Eleitoral vaticina baixa participação

O Observatório Eleitoral informa que seus observadores, num total de 778 assembleias de voto relatou que 34% dos eleitores tinham votado até às 14h30. 
A maior parte das pessoas votou por volta das 14.30, o que sugere uma participação igual ou inferior aos 45% registados em 2009 e 43%, em 2004.

quarta-feira, Outubro 15, 2014

Encontrados boletins de voto a favor da Frelimo

Dezassete boletins de voto foram encontrados na Assembleia de Voto número 04038101 localizada na Escola Primária e Completa de Coalane em Quelimane.
Os mesmos já vinham assinalados no quadradinho do Candidato da Frelimo, dando claramente uma mostra de que Nyusi e a Frelimo foram votados. Os mesmos boletins vinham no lote nr 06173371 a 06173475.

A descoberta aconteceu por volta das 16horas através de uma Presidente da Mesa da Mesa. Coincidência ou não, em  todos boletins pode-se ver um pequeno pontinho no quadrado do candidato da Frelimo e seu partido.

O acto criou pânico no seio dos partidos da oposição presentes que logo de imediato trataram de comunicar a Comunicação Social para repórter o assunto.

Do lado do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, STAE, ninguém falou nada até ao fecho desta reportagem. Recorde-se que Coalane é o local onde votou o Presidente da autarquia de Quelimane, tido como seu bastião.

Fonte: Diário da Zambézia - 15.10.2014

EDM corta energia e FIR já está a disparar em Nampula

A Polícia já está a disparar na Escola 12 de Outubro na cidade de Nampula e está a escorraçar eleitores que ainda não conseguiram votar naquele centro de votação.
A energia eléctrica foi cortada na zona da escola.
Entretanto um padre católico acaba de nos informar que não é o único centro de votação onde a FIR já começou a disparar para impedir as pessoas de votar.
(CanalMoz)

Eleições: A polícia dentro das assembleias de voto

Quelimane: EPC Coloane a polícia está dentro das salas com membros das Assembleias de Voto. A população está suspeitar e também aproximou para saber o que faz a polícia dentro das salas. A polícia está a dizer a população para ir ouvir os resultados na Rádio Moçambique. (CanalMoz)

Tentativa de fraude em Quelimane

Urnas clandestinas foram encontradas no carro de um agente da polícia em Quelimane com a chapa de matricula PRM 00313.

Interpelados pela população, a polícia entregou as urnas a dois cidadãos estranhos que as transportaram em dois carros que continham a chapa de matricula ACU 173 MC e ADJ 481 MC.

Fonte: Parlamento Juvenil - 15.10.2014

Nampula falha acreditação de observadores - será impossível fazer PVT

O Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) na Província de Nampula falhou a emissão de credenciais para mais de 400 observadores do Observatório eleitoral (OE), que neste momento estão impedidos de acompanhar o processo.

O OE diz que os nomes da lista finais foram apresentados na quinta-feira na semana passada (9 de Outubro), mas houve demora na emissão de credenciais. Algumas credenciais estão a ser emitidas desde o início desta manhã.

Espera-se que os observadores façam, também a contagem paralela dos votos, (PVT, Paralel Vote Tabulation, em inglês) e a falta de emissão de credenciais significa que muitos não serão capazes de cobrir as zonas mais remotas da província, no momento da contagem, esta noite.

Há também relatos de falta de emissão de credenciais para observador em Cabo Delgado e Sofala.


Fonte: Boletim sobre o processo político em Moçambique Número EN 57 - 15 de Outubro de 2014 - 11h30

FIZ A MINHA PARTE

Por Alfredo Manhiça

Tenho consciência limpa, aceitei todas as implicações da minha opção, fui objecto de contenda para os meus vizinhos, para os meus amigos e irmãos de religião, para os meus colegas de trabalho, para os meus leitores.
Em qualquer lugar onde me encontrei: nas conversas privadas, nas conferências ou discursos públicos - até em plenas cerimónias religiosas e celebrações liturgias - nunca desperdicei a ocasião para dizer o que os moçambicanos deveriam fazer para transformar os políticos, de "VAMPIROS" (figura legendária que sai das sepulturas para alimentar-se do sangue dos vivos) em servidores do bem comum.
Os homens e mulheres que não querem honrar as calças e as capulanas que põem diziam-me sempre que era verdade o que eu dizia, mas que seria melhor se eu não o dissesse.
Ciente de ter feito o que devia e estava ao meu alcance, deposito o destino futuro de Moçambique (a nossa terra amada) nas mãos dos potenciais eleitores de amanhã, 15 de Outubro.

Fonte: Mural do autor (14.10.2014)

Incidências consideráveis

-  Na Escola Primária Completa Manga Loforte, na cidade da Beira, 10 Assembleias de voto continuavam encerradas até pouco mais de 9 horas,

- Na Escola Primária Completa de Angoche, 10 Assembleia de Voto estão encerradas,

- Na cidade de Nampula faltam seis cadernos em alguns dos 9 postos de votação e muitos eleitores tiveram que regressar para as suas casas sem, votar,

Apesar de algumas falhas: Enchentes marcam primeiras horas de votação

O processo de votação para eleição do novo Presidente da República, deputados para a Assembleia da República e membros das assembleia provinciais iniciou normalmente na maior parte do país, com grande parte das assembleias a abrirem a horas.

Grande parte dos correspondentes do CIP reportam enchentes superiores a 100 eleitores nas assembleia registadas nas primeiras horas, o que indica um afluxo considerável.

Por outro lado, reportam morosidade no atendimento, decido à lentidão na identificação dos nomes dos eleitores, troca de cadernos, repartição de cadernos por várias mesas.

Igualmente, houve registo de demora na atribuição de credenciais aos delegados de candidatura dos partidos políticos, atrasos na alocação de materiais, como urnas e de montagem das próprias assembleias de voto.

Todos estes factores ditaram a demora na abertura das mesas de voto.


Fonte: Boletim sobre o processo político em Moçambique Número EN 57 - 15 de Outubro de 2014 - 11h30